Mesmo em um cenário atípico vivido pela pandemia da COVID-19 em 2020 e 2021, muitos professores tradicionais ainda estiveram receosos e resistentes ao uso das novas tecnologias digitais no ensino.
Embora a versão do ensino remoto tivesse sido imposta pela impossibilidade de se estar nas escolas, uma vez que os decretos estaduais e municipais fechando as escolas públicas e particulares por tempo indeterminado, começassem a sair a partir de março de 2020, muitos professores tradicionais resistiram bravamente em aprender a usar as novas tecnologias para as suas aulas.
Pois bem, depois de um certo tempo tiveram que ceder. E acabaram aprendendo, ou, em alguns casos, até pagando para que alguém pudesse fazer acessos, acompanhá-los nas aulas com chamada de vídeo, ou postassem materiais e avaliações para eles nas plataformas utilizadas por suas unidades de ensino.
Independente do movimento, a vontade sempre foi que a pandemia acabasse logo para voltar ao ensino tradicional.
É claro que não vamos generalizar. Tivemos muito professores que abraçaram a causa e se sairam muito bem no ensino remoto. Tão bem, que certamente ao voltar para a escola ainda utilizaram os recursos aprendidos no remoto em suas salas de aula.
Vejam, muitas escolas em 2021 voltaram com uma proposta de ensino híbrido. Porém, esse híbrido era mais um rodízio entre ter aula presencial na escola, ou ter aula remota em casa do computador ou celular.
De fato não se tratava da metodologia de ensino híbrido, que já era discutida bem antes de toda essa situação que o mundo vivenciou nos dois últimos anos.
Resta saber se ao voltar para a escola em 2022, a gestão escolar irá ponderar em seus planejamentos uma proposta que de fato inclua o uso das novas tecnologias digitais em seu currículo, trazendo propostas de ensino híbrido genuínas, ou iremos voltar ao giz e lousa.
| Créditos da Imagem: pixabay.com |
O professor que aproveitar tudo que aprendeu durante esse período, certamente será diferenciado em seu trabalho. Mas como diz o ditado, "uma andorinha sozinha não faz verão".
Teremos que pensar em estratégias cada vez mais diversificadas para melhorar o clima organizacional das escolas, para que esses dois tipos de docentes possam conviver em harmonia.
A gestão escolar precisa se atentar às novas necessidades dos professores na educação. Não adianta tentar impor sem dar suporte. As formações precisam vir do desenho que a escola pretende seguir.
Não adianta o professor se preparar e fazer vários cursos aleatórios que não estão de acordo com o que a escola irá seguir. Muitas vezes acaba sendo muito frustrante para os docentes que os fazem.
Espero que o professor 100% tradicional acabe percebendo que o uso das novas tecnologias podem ser um grande aliado, e que as escolas possam se atentar em inserí-las em seus currículos e disponibilizar boas formações aos seus professores.
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